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Móveis de área externa chegam aos interiores da casa

O mobiliário de fibras e tramas invade os ambientes e confere ares descolados à decoração

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Usar móveis da área externa nos ambientes de casa pode até parecer estranho, mas é uma alternativa interessante na hora de conferir novos ares à decoração. O mobiliário despojado oferece praticidade, resistência e chama atenção por sua beleza artesanal. Para escolher as peças mais adequadas aos interiores, analise as características dos espaços e dê preferência aos materiais confeccionados em fibras (naturais ou sintéticas), madeira, vidro e alumínio.

Quem não desejar romper drasticamente com o estilo da decoração da casa, pode usar móveis típicos de área externa em espaços integrados. Os modelos em fibras sintéticas encontrados no mercado são outra opção barata e que exige poucos cuidados. “Todas as fibras podem ser colocadas em locais cobertos, já que possuem ‘flexibilidade estética’. Além disso, a tendência do momento é usar peças coloridas e assentos de tecidos atoalhados”, afirma Selma Tammaro, arquiteta.

Produções em sisal e vime também oferecem boas possibilidades para decorar espaços como salas de jantar, livings e varandas internas. “Outra opção interessante é recorrer a móveis produzidos com raízes e troncos, mesmo sendo mais pesados do que os demais”, diz Daniela Sedo, arquiteta e paisagista. No caso de ambientes modernos, a estética clean é seguida por meio de peças em alumínio e vidro, além de outros materiais leves. “Durante a escolha destes móveis, tenha cuidado somente para não usar tecidos muito nobres que fujam do conceito despojado”, ressalta.

Móveis típicos de área externa são, na maioria dos casos, preparados para suportar umidade e calor intenso. Mas, ao colocá-los em interiores, a vantagem da proteção acaba sendo desperdiçada. “Eles têm alta durabilidade e possuem recursos específicos contra mofo e umidade. Usá-los em uma sala, por exemplo, pode significar pagar mais caro sem necessidade”, diz Sueli Garcia, professora do curso de design de interiores do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. “O ideal é que, ao serem trazidas para dentro, as peças sejam adaptadas, perdendo a impermeabilização excessiva e os tecidos náuticos”, afirma.

 

Fonte: delas.ig

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